sábado, 12 de março de 2011

Solidão


Seria ela o meu narcisismo, meu estágio final e satisfatório comigo mesmo ou minha falha em me adaptar ao mundo lá fora?
Seria ela meu alívio por não ter que colocar um falso sorriso e olhar amistosos para pessoas que vivem suas próprias vidas, talvez sem ao menos notar a minha ou seria meu sombrio futuro enterrado na escuridão cada vez mais isolado?
Ora abro as proteções para a luz que vem da janela e que já não quero que me toquem, por isso ora as fecho em um rápido momento de arrependimento e conforto por estar novamente no meu mundo só meu, composto por mim e minha querida Solidão, rejeitada por muitos finalmente se sentiu bem em estar sempre comigo.
Talvez não tenhas conhecido minha Solidão ainda, mas ela é a melhor companheira para uma pessoa como eu, cujo os prazeres de uma amizade falsa já não são suficientes.
Minha amada Solidão não me traí, não me abandona, está sempre ao meu lado e mesmo me dando tudo isso, não me pede nada em troca, a não ser meu afastamento cada vez maior dos outros, o que não considero um pedido dela e sim meu próprio prazer, justo!
Mas veja, sem minha Solidão, quem mais apreciaria todas essas palavras? Só a Solidão entende todos os sentimentos, apenas ela conhece todas as dores, apenas ela pode confortar ou não, apenas ela recebe minha loucura e continua ao meu lado.


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